
A propaganda eleitoral consiste em formas de divulgação da imagem de determinado candidato, visando sua aprovação por parte dos eleitores, seja ela feita através de obras pelo próprio candidato ou por parte de um antecessor de partido político.
A candidatura a presidência da atual Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sucessora do também atual presidente do Brasil, o petista, Luis Inácio Lula da Silva (Lula), está mais ligada ao caso da divulgação de imagem feita através de seu antecessor partidário do que das obras que a mesma tem realizado.
Lula, o filho do Brasil é um filme inspirado na trajetória de vida do atual presidente. Baseado no livro homônimo escrito pela jornalista Denise Paraná, o filme narrará a história de Lula e de seu nascimento até a morte de sua mãe, quando é um líder sindical de 35 anos detido pela política da ditadura militar.
Se não fosse pelo fato de ser a maior produção cinematográfica da história do cinema brasileiro e seu lançamento ocorrer em janeiro de 2010, ano de eleições presidenciais, poderia se dizer que, o filme nada mais é que uma homenagem mais do que justa a esse brasileiro que tanto fez por seu país, chegando até a ser considerado um dos três melhores presidentes da história do Brasil.
Entretando a consolidação da imagem de "homem perfeito" de Luís Inácio, retratada no filme, visa reforçar sua aprovação com o eleitorado que já é de 80% e consequentemente promover a imagem do PT (Partido dos Trabalhadores) e de Dilma Rousseff, sua possível sucessora, como partido e pessoa certa há serem seguidos visando uma continuidade de trabalho do presidente que, segundo o filme, não possui defeitos nem erros em sua trajetória.
De acordo com a fonte: "Agência do estado", este filme foi patrocinado por diversas empreiteiras, algo extremamente incomum no mercado brasilerio. Ao serem questionadas, as companhias que bancam o filme rejeiitaram qualquer motivação política ao financiar o longa. Elas alegam interesse na obra em razão do retorno de imagem para suas marcas. Entretanto, o que se dizer, por exemplo, da Volkswagen, empresa patrocinadora do filme e que tem contrato com o governo para o programa Caminho da Escola para renovação de frota de ônibus escolares, ou ainda, a Camargo Corrêa, construtora que recebeu 102,7 milhões de reais, em 2008, pela participação nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC?
Logo, percebe-se que, a obra é uma produção cinematográfica perfeita quanto às relações políticas e de imagem dos envolvidos, afinal, exalta a figura de Lula, beneficia o Partido dos Trabalhadores como um todo, tendo em vistas a eleição de sua possível sucessora, Dilma, e é patrocinado por empresas privadas sem o uso de recursos governamentais, o que minimiza a questão que poderia ser levantada quanto ao desvio de verba.