Durante os últimos quatro dias, 7 a 10 de fevereiro, uma “onda” de furtos e assaltos se fez presente na localidade onde moro, São José da Mata, distrito de Campina Grande-PB. A população se sente desprotegida e a super-proteção de seus lares é a medida adotada pelos cidadãos na busca de proteger seus bens e/ou suas próprias vidas. A ineficiência do sistema de segurança pública na localidade, assim como, no Estado e no País é preocupante. As medidas adotadas pela polícia não estão surtindo efeito e a falta de informações concedidas pela população dificulta o estabelecimento da ordem.
O povo está desprotegido por parte das forças competentes. Durante a noite, período em que geralmente acontecem os incidentes, dois policiais em uma viatura da polícia militar, normalmente, fazem a ronda na região. Na noite de ontem, quinta-feira dia 10, a base da polícia militar na localidade estava vazia, enquanto isso, três pessoas, tentavam invadir uma residência na região central e outras duas tentavam assaltar moradores da Rua Nigéria. Eram 21h15 quando uma viatura da polícia militar chegava de Campina Grande. Eu fui testemunha ocular da chegada dos policiais. Três soldados procuravam a residência onde o incidente acontecera. Era tarde demais, os meliantes já haviam deixado o local. Por sorte, ninguém se feriu e nada foi roubado.
As rondas, efetuadas pelos PM, não estão minimizando a ação dos criminosos, os ladrões não estão sendo contidos e os furtos continuam acontecendo. A população se sente ameaçada e a auto-proteção é a maneira mais eficaz, encontrada pelos cidadãos, de atenuar os furtos e principalmente o contato com os criminosos. “Ele estava empurrando o portão de minha casa, tentando arrombar, mas preferi não sair. Eu não tinha como fazer ele ir embora.”, afirmou um morador da localidade. O cidadão preferiu não se identificar. O suposto ladrão tentou arrombar sua casa na noite de ontem, dia de maior movimentação dos criminosos no distrito nos últimos dias.
A situação não é diferente no Estado da Paraíba e no País. Diariamente pessoas são assaltadas, roubadas, espancadas e até mesmo mortas por criminosos. Em entrevista concedida a revista Carta Capital publicada no dia 26 de janeiro do ano corrente, Eliana Silva, doutora em Serviço Social, fala sobre as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e a importância das comunidades na resolução dos problemas referentes à segurança pública no Estado do rio de Janeiro. A participação dos cidadãos é fundamental para que os problemas referentes a roubos e furtos sejam diminuídos em todo o país. As informações fornecidas à polícia através de queixas registradas em delegacias e postos de polícia de todo o território nacional facilitam o trabalho dos policiais. Sendo assim, identifica-se a área de atuação dos bandidos e sua freqüência, logo, a(s) estratégia(s) dos PMs pode ser elaborada segundo essas informações e não de maneira avulsa.
O número de policiais nas ruas é reduzido. É necessário que exista um aumento no número de trabalhadores, além de um incentivo fiscal por parte das autoridades competentes, além de um maior interesse dos policiais em exercer com dignidade a profissão que escolheram para suas vidas. Isso, aliado as informações fornecidas pelos cidadãos é a melhor maneira de solucionar esses problemas em curto prazo. Em longo prazo a questão da educação e dos trabalhos sociais nas comunidades é fundamental para a formação de uma sociedade mais democrática e igualitária.