quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Perspectivas econômicas para 2011
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O poder de decisão de Cássio Cunha Lima
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
É impossível derrotar um sentimento verdadeiro
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Não se esqueça de olhar pelo retrovisor
Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você
passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço
alguns dias.
Tire uma tarde inteira pra passear livremente na
praia, ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma do outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros
jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia,
o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo
jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra
padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escrevas outras
poesias.
Jogue fora os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros
teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um novo emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais
prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas.
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o
dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A ÁGUIA QUE QUASE VIROU GALINHA
Era muito grande em relação às outras, era atlética. Com certeza sofria de alguma doença. E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.
Fazia um esforço enorme para isso. Treinava ciscar com bamboleio próprio. Andava meio agachada, para não se destacar pela altura. Tomava lições de cacarejo.
O que mais queria: que seu cocô tivesse o mesmo cheiro familiar e acolhedor do cocô das galinhas. O seu era diferente, inconfundível. Todos sabiam onde ela tinha estado e riam.
Sua luta para ser igual a levava a extremos de dedicação política. Participava de todas as causas. Quando havia greve por rações de milho mais abundantes, ela estava sempre na frente. Fazia discursos inflamados contra as péssimas condições de segurança do galinheiro, pois a tela precisava ser arrumada, estava cheia de buracos (nunca lhe passava pela cabeça aproveitar-se dos furos para fugir, porque o que ela queria não era a liberdade, era ser igual às outras, mesmo dentro do galinheiro).
Pregava a necessidade de uma revolução no galinheiro. Acabar com o dono que se apossava do trabalho das galinhas. O galinheiro precisava de nova administração galinácea. (Acabar com o galinheiro, derrubar as cercas, isso era coisa impensável, o que desejava era um galinheiro que fosse bom, protegido onde ninguém pudesse entrar - muito embora o reverso fosse "de onde ninguém pudesse sair").
Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostam de ser águias. Não podendo, fazem aquilo que chega mais perto. Sobem a pés e mãos, até as alturas onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.
O alpinista viu a águia no galinheiro e se assustou.
- O que você, águia, está fazendo no meio das galinhas? Ele perguntou.
Ela pensou que estava sendo caçoada e ficou brava.
- Não me goza, Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
- Galinha coisa nenhuma, replicou o alpinista. Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de água, cocô de águia. É ÁGUIA. Deveria estar voando... E apontou para minúsculos pontos no céu, muito longe, águias que voam perto dos picos das montanhas.
- Deus me livre! tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro, ela respondeu.
O alpinista percebeu que a discussão não iria a lugar nenhum. Suspeitou que a águia até gostava de ser galinha. Coisa que acontece frequentemente. Voar é excitante, mas dá calafrios. O galinheiro pode ser chato, mas é tranquilo. A segurança atrai mais que a liberdade.
Assim, fim de papo. Agarrou a águia e a enfiou dentro de um saco. E continuou sua marcha para o alto da montanha.
Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio. Ela caiu, Aterrorizada, debateu-se furiosamente procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas.
E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo de seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou.
"Lá de cima olhou o vale onde vivera. Visto das alturas ele era muito mais bonito. Que pena que há tantos animais que só podem ver os limites do galinheiro!"
quinta-feira, 25 de março de 2010
Um bem cultural
O Festival Audiovusial de Campina Grande-Comunicurtas é um mecanismo de fomentação da cultura no estado da Paraíba. O evento realizado pela UEPB, Universidade Estadual da Paraíba, será lançado hoje à noite, (25), às 19:00 h no Sesc-centro. A quinta edição do evento faz homenagem ao diretor de fotografia João Carlos Beltrão.A noite de abertura contará com a participação de alguns músicos campinenses, são eles: Toninho Borba, Katarina Nepomuceno e Jonathas Falcão, que subiram ao palco apresentando um repertório em homenagem ao Rei do Ritmo, Jackson do Pandeiro.
Essa quinta edição do Comunicurtas se constituirá na mostra de filmes e vídeos convidados, Mostra competitiva Tropeiros da Borborema, Mostra competitiva Estalo, Mostra competitiva "A ideia é...", Mostra competitiva Tropeiros de Telejornalismo e Mostra competitiva Brasil.
Na Mostra Competitiva Estalo, destinada aos vídeos produzidos em qualquer formato com duração de um minuto, além dos prêmios Machado Bittencourt de Melhor Vídeo nas categorias de Júri Popular e Oficial, também serão premiados os vídeos com Melhor Roteiro e Melhor Direção.
Na Mostra "A ideia é...", serão contempladas as peças publicitárias em vídeo com duração de até um minuto e meio. A premiação está dividida nas seguintes categorias: Prêmio Machado Bitencourt de Melhor Roteiro ou Criação, Melhor Fotografia Publicitária e Melhor Direção de Arte. E este ano, haverá premiação para o cliente da Melhor Peça Publicitária, avaliada pelo Júri Popular e Oficial.
A Mostra Competitiva Tropeiros de Telejornalismo, além dos prêmios de Melhor Telereportagem e Melhor Texto, oferece premiação para Melhor Edição e Melhor Repórter Cinematográfico. Será entregue também o Prêmio Luiz Custódio de Folkcom à melhor reportagem com temática na linha da Folkcomunicação, eleita pelo homenageado, Luiz Custódio da Silva, professor do Departamento de Comunicação Social (DECOM) da UEPB.
Como nas edições anteriores, será entregue o Prêmio Rômulo e Romero Azevedo de cinema, aos melhores filmes de cada categoria, eleito pelos homenageados Rômulo e Romero Azevedo, professores do DECOM, e Arte e Mídia da UFCG, respectivamente.
Além do mais, será entregue o Prêmio João Carlos Beltrão de Melhor Plano Cinematográfico, em homenagem ao renomado diretor de fotografia paraibano João Carlos Beltrão.
O Festival acontece de 23 a 27 de Agosto e as inscrições para as mostras competitivas seguem até 05 de Junho de 2010.