Nesse período “pós-crise”, onde os reflexos de 2008 nos EUA e no mundo foram minimizados no Brasil, torna-se delicado falar sobre perspectivas econômicas. O que esperar para 2011? Será possível manter o padrão de crescimento ou o Brasil ficará a margem no plano internacional?
A crise financeira que em 2010 afetou Grécia e Irlanda e assolou alguns outros países da UE (União Européia) é um reflexo do que será o mundo europeu desenvolvido nos primeiros anos da próxima década. A reestruturação das potencias européias será dada de maneira lenta, pois, o bloco está enfraquecido e o mundo passará por um período de rearranjo econômica.
“Nada pode impedir uma idéia cujo tempo chegou”, percebeu Victor Hugo certa vez. O tempo dos países emergentes chegou. Estima-se que, em 2011 o crescimento econômico de países como China e Índia será quatro vezes maior do que o de países desenvolvidos, como Alemanha e França, por exemplo.
“Um dos marcos da mudança em 2011 será a China superando os Estados Unidos como líder na manufatura. Mas a China também pode ser superada pela Índia no crescimento econômico, no que pode ser um sinal dos tempos que virão.”, destacou Daniel Franklin, editor da revista Carta Capital O mundo em 2011, na edição especial de 25 anos da revista.
A futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff, demonstrou atenção especial à manutenção do desenvolvimento econômico do país. A continuação de Guido Mantega no Ministério da Fazendo, assim como, a indicação de Alexandre Tombini a presidência do Banco Central são fatores que demonstram a importância dada por Dilma à continuação dos projetos Lula, no que diz respeito à economia nacional e a formação de um estado desenvolvido.
2011 será um ano economicamente delicado. A reestruturação dos países “ricos” e o crescimento acelerado dos países emergentes marcarão o início da segunda década do século XXI. Estima-se que antes do final do ano a população mundial chegue a marca de 7 bilhões de habitantes. É possível que um pânico malthusiano alastre-se pelo mundo, contudo, os recursos mundiais serão capazes de suprir a demanda gerada.
As questões climáticas marcarão o novo ano, afinal, falta um dia para que chegue ao fim a década mais quente da história da humanidade. A utilização da tecnologia e da imaginação humana serão fundamentais no enfrentamento dos novos problemas sociais que virão com a nova década.
O mundo viverá um período de reestruturação em termos gerais. O sinal de alerta está ligado. Cabe a nós como cidadãos pensar nas gerações futuras, afinal, o tempo dessa idéia chegou.
Paulo Pessoa
Belíssimo texto, com uma reflexão da parte econômica do mundo muito bem elaborada. Muito bom!
ResponderExcluir- Bia Cavalcante.
Paulo ótimo texto,palavras bem colocadas, um ótimo enredo e um bom conhecimento sobre o assunto.Parabéns
ResponderExcluirErivan Sousa
boas palavras Paulo, parabéns pelas suas colocações.
ResponderExcluirHá uma grande espectativa de um Brasil melhor.