quarta-feira, 13 de julho de 2011

Constatações simples a cerca da amizade



Bom, é interessante como me sinto confortável por ter pessoas como vocês (AMIGOS) ao meu lado. Em todos os momentos vocês estão lá e apesar da extremidade de duas situações (felicidade e tristeza) sempre tem as melhores palavras. Certa vez, o cineasta e roteirista americano, Allan Stewart Konigsberg, conhecido popularmente como Woody Allen, disse as seguintes palavras: Nós somos a soma das nossas decisões. E escolher vocês como amigos faz parte das minhas decisões, logo, sou feliz, porque vocês são o que tenho de melhor, são a minha família.
Nada é mais natural do que conflitos e discussões. Esse é um sinal de que as metades estão procurando o equilíbrio ideal, contudo, o fato de vocês aceitarem e conviverem com os meus erros é o que faz toda a diferença (Minha melhor amiga, dona Letícia, que o diga). Amizades não são perfeitas, elas são frágeis o suficiente para percebermos que erros fazem parte da vida e nem por isso devemos parar. Ser amigo é uma arte, a arte do eterno recomeço, como diria Nietzsche. A amizade é algo que vai além de explicações teóricas, é o amor sentido da maneira mais sublime possível.
Em determinado momento da minha vida, uma sábia, chamada Viviane Barbosa disse: Um irmão pode nem sempre ser uma amigo, mas, um amigo de verdade será sempre um irmão. Essas palavras me marcaram de tal forma que eu pude perceber, que vocês (meus amigos) foram a família que Deus me permitiu escolher. E eu escolhi. A cada de um de vocês o meu muito obrigado. Vocês sabem o quanto são fundamentais para a minha caminhada.

    
A quem tenho a honra de chamar de amigos.
Com satisfação, Paulo Pessoa

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos

            A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi sancionada no dia 10 de dezembro de 1948 em Paris, capital da França, através da resolução 217 A (III). A aprovação aconteceu por unanimidade na 3a Sessão da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), presidida por Herbert Evah. Na época o organismo reunia 58 países. Atualmente a ONU é composta por 192 Estados Soberanos.
            A Declaração é composta por 30 (trinta) artigos que foram formulados, discutidos e reformulados (quando necessário) em Assembléias durante dois anos pelos então países membros da ONU e tem como objetivos estabelecer a liberdade, a justiça e a paz no mundo. Foi proclamado pela Assembléia Geral em 1948: A presente Declaração Universal dos Direitos Humanos com o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

O Tráfico de pessoas e os Direitos Humanos

         Segundo o Dicionário online de língua portuguesa Priberam a palavra escravo significa cativo, o que vive em absoluta sujeição a outrem. No mundo globalizado, onde a expressão “cidadãos (ãs) do mundo” tornou-se trivial, as pessoas buscam tornar realidade seus sonhos e aspirações. Em meio a esses acontecimentos eis que surgem redes criminosas de escravização e deslocamento de pessoas, que se aproveitam da situação emocional debilitada das vítimas para praticarem uma das mais desumanas e cruéis formas de escravidão moderna: o “tráfico de pessoas”.
Apontado como uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo moderno, o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas anualmente, movimentando, aproximadamente, 32 bilhões de dólares, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Atualmente, essa prática está relacionada a outras formas criminosas de violações aos direitos humanos, servindo, não apenas à exploração de mão-de-obra escrava, mas também a redes internacionais de exploração sexual-comercial, muitas vezes ligadas a roteiros de turismo sexual e a quadrilhas transnacionais especializadas em remoção de órgãos.
No Brasil o tráfico de pessoas está, intimamente, ligado ao mercado internacional de prostituição e ao aliciamento de menores para o mesmo. No dia sete de março do ano corrente, período carnavalesco, o site “O Serrano” publicou uma matéria sobre o tráfico de pessoas e uma campanha preventiva, estabelecida pelo Governo de São Paulo, que visava minimizar o tráfico de mulheres durante o período carnavalesco no país. Segundo o site, as brasileiras são, devido ao seu valor no mercado internacional, os principais alvos dos traficantes.
  . “No período de Carnaval, o mercado internacional do tráfico de mulheres opera com maior facilidade, impulsionado pelo aumento da chegada de turistas estrangeiros no País e apelo sexual da festa. Vistas como uma mercadoria valiosa - com valores negociados entre US$ 17 mil a US$ 20 mil - as mulheres brasileiras se tornaram o alvo preferencial das organizações criminosas que agenciam, sem fronteiras, o comércio ilegal de pessoas.”, afirmou o site.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos preza pelo tripé que sustenta a dignidade, inerente a todos os membros da família humana e seus direitos, que seria: a liberdade, a justiça e a paz no mundo moderno. O tráfico de pessoas viola os fundamentos da Declaração. A vítima é privada de sua liberdade, logo, o censo de justiça torna-se inexistente e a paz entre as nações, certamente, pode ser violada.   
“Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.”, afirma o artigo quarto da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O aliciamento e o tráfico de pessoas são, com certeza, uma das formas de escravidão mais comuns no atual estágio da humanidade e é dever dos governantes dos países componentes da ONU estabelecer medidas que tornem possível o livre estabelecimento dos direitos humanos em seu território, assim como, no mundo. É de direito dos cidadãos que os artigos estabelecidos na declaração sejam inteiramente vigorados. “Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.”, artigo vigésimo – oitavo da Declaração Universal dos Direitos Humanos.   
  

sexta-feira, 4 de março de 2011

Falta de transporte público mobiliza alunos do distrito de São José da Mata


A BR-230 foi paralisada por cerca de uma hora durante a manhã de ontem em São José da Mata, distrito de Campina Grande. Cerca de trinta Alunos da Escola Estadual José Miguel Leão protestaram contra a falta de transporte escolar gratuito para estudantes do ensino médio. Pedras foram colocadas no asfalto e pneus foram queimados pelos manifestantes. A movimentação causou um congestionamento de cerca de 2km.
Segundo os alunos o responsável pela paralisação da via é o governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho. "Oh, oh, oh a culpa é do Governador" foi à rima mais cantada pelos estudantes que, por volta das 11h deixaram o local. Se a situação não for resolvida até a manhã de hoje eles prometeram voltar ao local de protesto. “Se nada for resolvido até amanhã de manhã estaremos aqui de novo”, afirmaram alunas da escola estadual.
Estudantes universitários e de cursos técnicos do distrito também passam pela mesma situação. “Há cerca de um ano e meio nos estamos sem transporte escolar. Foram enviados abaixo-assinados para a terceira região de ensino e para o secretário de educação de Campina Grande. São cerca de 150 alunos sem transporte público no período da noite.”, disse Welington Alves Nascimento, 26 anos, estudante de Licenciatura em Química pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB.     

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

É necessário trabalho em conjunto, educação e desenvolvimento social

            Durante os últimos quatro dias, 7 a 10 de fevereiro, uma “onda” de furtos e assaltos se fez presente na localidade onde moro, São José da Mata, distrito de Campina Grande-PB. A população se sente desprotegida e a super-proteção de seus lares é a medida adotada pelos cidadãos na busca de proteger seus bens e/ou suas próprias vidas. A ineficiência do sistema de segurança pública na localidade, assim como, no Estado e no País é preocupante. As medidas adotadas pela polícia não estão surtindo efeito e a falta de informações concedidas pela população dificulta o estabelecimento da ordem.
O povo está desprotegido por parte das forças competentes. Durante a noite, período em que geralmente acontecem os incidentes, dois policiais em uma viatura da polícia militar, normalmente, fazem a ronda na região. Na noite de ontem, quinta-feira dia 10, a base da polícia militar na localidade estava vazia, enquanto isso, três pessoas, tentavam invadir uma residência na região central e outras duas tentavam assaltar moradores da Rua Nigéria. Eram 21h15 quando uma viatura da polícia militar chegava de Campina Grande. Eu fui testemunha ocular da chegada dos policiais. Três soldados procuravam a residência onde o incidente acontecera. Era tarde demais, os meliantes já haviam deixado o local. Por sorte, ninguém se feriu e nada foi roubado.
As rondas, efetuadas pelos PM, não estão minimizando a ação dos criminosos, os ladrões não estão sendo contidos e os furtos continuam acontecendo. A população se sente ameaçada e a auto-proteção é a maneira mais eficaz, encontrada pelos cidadãos, de atenuar os furtos e principalmente o contato com os criminosos.  “Ele estava empurrando o portão de minha casa, tentando arrombar, mas preferi não sair. Eu não tinha como fazer ele ir embora.”, afirmou um morador da localidade. O cidadão preferiu não se identificar. O suposto ladrão tentou arrombar sua casa na noite de ontem, dia de maior movimentação dos criminosos no distrito nos últimos dias.
A situação não é diferente no Estado da Paraíba e no País. Diariamente pessoas são assaltadas, roubadas, espancadas e até mesmo mortas por criminosos.  Em entrevista concedida a revista Carta Capital publicada no dia 26 de janeiro do ano corrente, Eliana Silva, doutora em Serviço Social, fala sobre as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e a importância das comunidades na resolução dos problemas referentes à segurança pública no Estado do rio de Janeiro. A participação dos cidadãos é fundamental para que os problemas referentes a roubos e furtos sejam diminuídos em todo o país. As informações fornecidas à polícia através de queixas registradas em delegacias e postos de polícia de todo o território nacional facilitam o trabalho dos policiais. Sendo assim, identifica-se a área de atuação dos bandidos e sua freqüência, logo, a(s) estratégia(s) dos PMs pode ser elaborada segundo essas informações e não de maneira avulsa.
  O número de policiais nas ruas é reduzido. É necessário que exista um aumento no número de trabalhadores, além de um incentivo fiscal por parte das autoridades competentes, além de um maior interesse dos policiais em exercer com dignidade a profissão que escolheram para suas vidas. Isso, aliado as informações fornecidas pelos cidadãos é a melhor maneira de solucionar esses problemas em curto prazo. Em longo prazo a questão da educação e dos trabalhos sociais nas comunidades é fundamental para a formação de uma sociedade mais democrática e igualitária. 

O texto a seguir é fruto dos meus sonhos e objetivos.

The end

“Hoje é segunda-feira, dia 12 de julho de 2066. Este é o dia do meu aniversário, estou completando 75 anos de idade e me aposentando do jornalismo empresarial. São cinco da tarde, minha esposa está preparando o jantar enquanto escrevo um pouco sobre essa trajetória pessoal e profissional. A minha mente não funciona como em outrora. Não tenho tanta velocidade na digitação como antes, contudo, este é o momento em que mais me identifico com o que escrevo. Sinto que este é o melhor momento da minha vida, estou em paz comigo mesmo.
            Há 55 anos conheci a pessoa que hoje chamo de ‘meu bem’. Quando a vi pela primeira vez, não tive dúvidas, eu sabia que ela era a pessoa que iria me acompanhar pelo resto da minha vida. Aquele olhar sincero e afetuoso nunca me enganou. Aquela que agora prepara o jantar, exatamente como adoro ali na cozinha, é sem dúvida a pessoa mais completa que conheci ao longo da minha vida. Ela foi, é e sempre será meu porto seguro.
            Profissional dedicada, mãe generosa e avó super-protetora. A Sra. Pessoa soube me encantar a cada amanhecer e me fazer sonhar a cada anoitecer com um mundo melhor, com um mundo composto de pessoas como ela. Nos momentos difíceis me aconselhou, nos momentos felizes sorriu comigo, contudo, sempre esteve ao meu lado. Sou quem eu sou, em grande medida, graças a essa mulher.
            No segundo semestre de 2011 comecei minha carreira profissional no jornalismo. Fui contratado por um jornal impresso que produzia o noticiário diário sobre o Estado da Paraíba. Falavamos sobre política, economia e cultura. Foi um começo difícil. Como em toda caminhada me deparei com pedras de tropeço, mas, o desejo de transformar o mundo através do ‘jornalismo utópico’(aquele que aprendemos na academia) me fez continuar e superar todas as dificuldades que essa jornada me impôs.
            Quando comecei a trabalhar estava iniciando a segunda metade do meu curso. Na faculdade de jornalismo encontrei amigos, pessoas que, mesmo sem saber, me motivaram a superar as adversidades que aquela escola nos proporcionava, principalmente em termos técnicos e estruturais. Conheci profissionais talentosos, conheci professores que faziam o que podiam para nossa melhor aprendizagem e, sobretudo, conheci a mim mesmo.
            Os sonhos da minha mãe estavam se realizando. Seu maior desejo era me ver feliz. Fui agraciado por Deus durante toda a minha vida e ela foi mais um presente divino. Dona Letícia moldou meu caráter e me ensinou o sentido da honestidade. Foi minha melhor professora, foi mãe e foi pai ao mesmo tempo. Seu Paulo Pereira, com certeza, se orgulhou da mulher que viveu ao seu lado durante seus últimos dias na terra dos homens.
            Durante a minha vida tive que fazer escolhas, entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre o melhor e o pior, etc. Posso não ter feito as melhores escolhas aos olhos do mundo, entretanto, procurei seguir os meus princípios e ouvir a voz do meu coração. Não me arrependo das minhas opções. Hoje compreendo que faço parte de um grupo seleto de pessoas que costumam ser chamadas de independentes de espírito.
            Trabalhei, trabalhei muito e me tornei quem eu queria ser pessoal e profissionalmente. Viajei pelo mundo, conheci novas culturas e me encantei com a sinceridade nos olhos de quem sonha com uma vida melhor. O tempo passa, mas, as dificuldades são sempre semelhantes. Pessoas passam fome, são caluniadas por suas opções religiosas e gananciosas por natureza. A quarta revolução industrial só perpetuou o sistema capitalista de produção e o Brasil, apesar de ser uma das cinco maiores economias do mundo, parece ter evoluído pouco em termos de humanidade.
            Entrevistei pessoas importantes, escrevi livros, fiz tudo o que sonhei fazer e, agora que estou parando, estou sentindo uma nostalgia incontida dos velhos tempos. Foram bons tempos. Serão agora motivo de recordação e saudade, jamais de arrependimento. Eu fui quem planejei ser como ser humano e como profissional. Este é o meu tão sonhado fim, é minha concepção de sucesso.
            Bem, essa foi, em linhas gerais, a minha história. Agora quero aproveitar a minha aposentadoria e continuar a cultivar meus laços com os que escolhi como amigos e familiares, por falar nisso, até mais pessoal. O jantar está na mesa.    

Paulo Pessoa
09/02/2011
                

sábado, 15 de janeiro de 2011

Semelhanças negativas

           No final do mês de novembro do ano 2000 eu e minha família nos mudamos para São José da Mata, distrito de Campina Grande – PB. Ao longo desses 10 anos não observei mudanças drásticas na estrutura social-político-econômica da localidade. São José da Mata é um reflexo do que o estado da Paraíba é atualmente. Um “município” atrasado em níveis educacionais, carente de recursos tecnológicos que possam democratizá-lo em níveis de comunicação globalizada e composto por uma população explorada e passiva diante das querelas sociais.
            Estamos “ilhados”, a Paraíba rema contra a maré do atual desenvolvimento econômico brasileiro. O governador, Ricardo Coutinho (PSOL) empossado no último dia primeiro, luta para organizar as finanças do estado e arcar com as insanidades deixadas por seu antecessor, o ex-governador José Targino Maranhão (PMDB), sendo a aprovação da PEC-300 a maior delas.
            A questão da educação é tema recorrente em campanhas políticas, entretanto, situação e oposição não conseguem suprir as necessidades da população e acompanhar a formação de profissionais capacitados frente aos demais estados do país. Educadores, em sua grande maioria, despreparados, desmotivados, mal remunerados e intolerantes compõem o quadro de professores das escolas públicas paraibanas. É a falta de estímulos financeiros federais ou a desonestidade dos políticos que explica a atual situação da Paraíba?
            São José da Mata é apenas um reflexo, uma pequena parte do grande “espelho” que há muito tempo está quebrado. A Escola Estadual José Miguel Leão, localizada no distrito, é motivo de uma “guerra” administrativa que impulsiona a política na região. Enquanto pessoas lutam pelo desenvolvimento da localidade e conseqüentemente do estado, pessoas lutam para manter seu status social elevado.
            A necessidade de uma antena que possibilite a comunicação via celulares na região (São José da Mata) é gritante, assim como, o aumento de investimentos em tecnologia no Estado. A instalação de uma antena possibilitaria um maior número de pessoas com acesso a comunicação via telefones celulares e geraria concorrência na “banda larga”, através da internet móvel, logo, queda nos preços do serviço e democratização comunicacional, além de bem estar social.
            A educação “tetraplégica” é o reflexo de cidadãos passivos politicamente. Os meios de comunicação de massa debilitados não suprem as necessidades da população, não cumprindo assim seu papel como co-autores educacionais. Esses problemas são refletidos na economia, na segurança pública e principalmente nas fragilidades da política paraibana.
            Sendo assim, o que esperar para o futuro? Mesmice ou mudança? Esses primeiros quinze dias de Ricardo Coutinho no poder foram empolgantes, contudo, a escolha do corpo administrativo certamente será o diferencial para glória ou fracasso do atual governo no final de 2014 e essas são respostas que só o tempo dará.