quinta-feira, 17 de março de 2011

Sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos

            A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi sancionada no dia 10 de dezembro de 1948 em Paris, capital da França, através da resolução 217 A (III). A aprovação aconteceu por unanimidade na 3a Sessão da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), presidida por Herbert Evah. Na época o organismo reunia 58 países. Atualmente a ONU é composta por 192 Estados Soberanos.
            A Declaração é composta por 30 (trinta) artigos que foram formulados, discutidos e reformulados (quando necessário) em Assembléias durante dois anos pelos então países membros da ONU e tem como objetivos estabelecer a liberdade, a justiça e a paz no mundo. Foi proclamado pela Assembléia Geral em 1948: A presente Declaração Universal dos Direitos Humanos com o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

O Tráfico de pessoas e os Direitos Humanos

         Segundo o Dicionário online de língua portuguesa Priberam a palavra escravo significa cativo, o que vive em absoluta sujeição a outrem. No mundo globalizado, onde a expressão “cidadãos (ãs) do mundo” tornou-se trivial, as pessoas buscam tornar realidade seus sonhos e aspirações. Em meio a esses acontecimentos eis que surgem redes criminosas de escravização e deslocamento de pessoas, que se aproveitam da situação emocional debilitada das vítimas para praticarem uma das mais desumanas e cruéis formas de escravidão moderna: o “tráfico de pessoas”.
Apontado como uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo moderno, o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas anualmente, movimentando, aproximadamente, 32 bilhões de dólares, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Atualmente, essa prática está relacionada a outras formas criminosas de violações aos direitos humanos, servindo, não apenas à exploração de mão-de-obra escrava, mas também a redes internacionais de exploração sexual-comercial, muitas vezes ligadas a roteiros de turismo sexual e a quadrilhas transnacionais especializadas em remoção de órgãos.
No Brasil o tráfico de pessoas está, intimamente, ligado ao mercado internacional de prostituição e ao aliciamento de menores para o mesmo. No dia sete de março do ano corrente, período carnavalesco, o site “O Serrano” publicou uma matéria sobre o tráfico de pessoas e uma campanha preventiva, estabelecida pelo Governo de São Paulo, que visava minimizar o tráfico de mulheres durante o período carnavalesco no país. Segundo o site, as brasileiras são, devido ao seu valor no mercado internacional, os principais alvos dos traficantes.
  . “No período de Carnaval, o mercado internacional do tráfico de mulheres opera com maior facilidade, impulsionado pelo aumento da chegada de turistas estrangeiros no País e apelo sexual da festa. Vistas como uma mercadoria valiosa - com valores negociados entre US$ 17 mil a US$ 20 mil - as mulheres brasileiras se tornaram o alvo preferencial das organizações criminosas que agenciam, sem fronteiras, o comércio ilegal de pessoas.”, afirmou o site.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos preza pelo tripé que sustenta a dignidade, inerente a todos os membros da família humana e seus direitos, que seria: a liberdade, a justiça e a paz no mundo moderno. O tráfico de pessoas viola os fundamentos da Declaração. A vítima é privada de sua liberdade, logo, o censo de justiça torna-se inexistente e a paz entre as nações, certamente, pode ser violada.   
“Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.”, afirma o artigo quarto da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O aliciamento e o tráfico de pessoas são, com certeza, uma das formas de escravidão mais comuns no atual estágio da humanidade e é dever dos governantes dos países componentes da ONU estabelecer medidas que tornem possível o livre estabelecimento dos direitos humanos em seu território, assim como, no mundo. É de direito dos cidadãos que os artigos estabelecidos na declaração sejam inteiramente vigorados. “Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.”, artigo vigésimo – oitavo da Declaração Universal dos Direitos Humanos.   
  

sexta-feira, 4 de março de 2011

Falta de transporte público mobiliza alunos do distrito de São José da Mata


A BR-230 foi paralisada por cerca de uma hora durante a manhã de ontem em São José da Mata, distrito de Campina Grande. Cerca de trinta Alunos da Escola Estadual José Miguel Leão protestaram contra a falta de transporte escolar gratuito para estudantes do ensino médio. Pedras foram colocadas no asfalto e pneus foram queimados pelos manifestantes. A movimentação causou um congestionamento de cerca de 2km.
Segundo os alunos o responsável pela paralisação da via é o governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho. "Oh, oh, oh a culpa é do Governador" foi à rima mais cantada pelos estudantes que, por volta das 11h deixaram o local. Se a situação não for resolvida até a manhã de hoje eles prometeram voltar ao local de protesto. “Se nada for resolvido até amanhã de manhã estaremos aqui de novo”, afirmaram alunas da escola estadual.
Estudantes universitários e de cursos técnicos do distrito também passam pela mesma situação. “Há cerca de um ano e meio nos estamos sem transporte escolar. Foram enviados abaixo-assinados para a terceira região de ensino e para o secretário de educação de Campina Grande. São cerca de 150 alunos sem transporte público no período da noite.”, disse Welington Alves Nascimento, 26 anos, estudante de Licenciatura em Química pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB.